Aparição Mariana em Guadalupe, México 

 

 Nossa Senhora teria aparecido para o índio Juan Diego em 1531, na colina de Tepeyac, no México. Maria teria lhe pedido para que naquele local fosse construída uma igreja. O índio teria ido até o bispo franciscano, Frei Juan de Zumárraga, solicitando tal edificação. O sacerdote não dera crédito ao nativo e, com isso, a Virgem concedera uma prova inexplicável: uma bela imagem de Maria fora impressa no avental de Juan Diego. 

 

 O avental do índio era feito de tecido com fibra de ayate, da espécie mexicana agave potule zacc, que se decompõe em 20 anos, aproximadamente. O primeiro sinal inexplicável é o seguinte: o tecido já dura 450 anos sem nenhuma desfibração ou rasgo, imune à umidade e à poeira, por motivos incompreensíveis.

 

 A segunda evidência foi atestada pelo cientista alemão e Prêmio Nobel de Química Richard Kuhn, que descobriu que os corantes do tecido não pertencem nem ao reino vegetal, nem ao mineral nem ao animal.

 

 A terceira pesquisa foi feita pelos estudiosos norte-americanos, Calagan, da NASA, e professor Jody B.Smith, catedrático de Filosofia da Ciência no Pensacolla College, submetendo a figura do tecido à análise fotográfica com raios infravermelhos. As respostas foram claras: o tecido de ayate não teve qualquer preparação especial, e não existem esboços prévios ou pinceladas. Isto quer dizer que a técnica de pintura utilizada não pode ser repetida ou compreendida.

 

 Quando Juan Diego abriu o manto branco para o bispo franciscano, rosas se espalharam pelo chão, exibindo no tecido a imagem da Virgem Maria. Vendo-a, o bispo e todas as pessoas caíram de joelhos, comovidos com o que viam. Esta imagem está nos olhos da Virgem “pintada” no avental. A Virgem teria presenciado esta cena.

 

 Imagem pintada nos olhos da Virgem no avental? Como se descobriu isso? Este é o quarto e mais inexplicável dos sinais deste milagre.

 

 Torija Lauvoignet, conhecido oftalmologista, examinou com um oftalmoscópio de alta potência a pupila da Virgem na imagem, e observou, estarrecido, que na íris se via refletida uma mínima figura que parecia o busto de homem.

 

 Torija utilizou-se de um processo de digitalização, em 1980, que consiste em dividir a imagem em porções microscópicas, até o ponto de, numa superfície de um milímetro quadrado, caberem 27.778 pequeninos quadrinhos. Uma vez feito isso, cada quadrinho desse pôde ser ampliado por duas mil vezes, enxergando detalhes impossíveis de serem captados a olho nu.

Esses detalhes encontrados na íris da imagem são:

 

1) um índio no ato de desdobrar um avental perante um franciscano;

2) o próprio franciscano, cujo rosto se vê escorrer uma lágrima;

3) uma pessoa muito jovem com ar de consternação;

4) um índio com o torso desnudo, em atitude orante;

5) uma mulher provavelmente negra;

6) um homem, uma mulher e algumas crianças com cabeça meio raspadas;

7) e outros religiosos vestidos com hábito franciscano.

 

 

São exatamente os detalhes da cena em que o nativo abre o tecido  de   ayate    na

frente do bispo franciscano.

 

Inexplicável!

 

 

ANEXOS: 

 

Muito mais sobre as Aparições no México

 

Vamos reproduzir um brilhante texto sobre a aparição de Nossa Senhora, em Guadalupe:

"Nossa Senhora de Guadalupe não é somente invocada como protetora das Américas, mas também das vocações, das famílias e dos nascituros.

Todos os escritos narrados sobre as quatro aparições de Nossa Senhora de Guadalupe são inspirados no Nican Mopohua, ou Huei Tlamahuitzoltica, escrito em Nahuatl, a linguagem Azteca, pelo índio erudito Antônio Valeriano em meados do século XVI. O que se divulga é uma cópia publicada em Nahuatl por Luis Lasso de La Vega em 1649.

 

As Aparições

Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve uma paz entre os povos. Desta maneira começou a brotar a fé, o conhecimento do Deus Verdadeiro, por quem nós vivemos. Neste tempo, no ano de mil quinhentos e trinta e um, nos primeiros dias do mês de dezembro, aconteceu que havia um pobre índio, chamado Juan Diego, inicialmente conhecido pelo nome nativo de Cuautitlan. No que diz respeito as coisas espirituais, ele pertencia ao Tlatilolco.  

Era sábado de madrugada, pouco antes do amanhecer, ele estava em seu caminho, a seguir seu culto divino e empenhado em sua tarefa. Ao chegar no topo da montanha conhecida como Tepeyacac, o dia amanhecia e ele ouviu cantos acima da montanha, assemelhando-se a cantos de vários lindos pássaros. De vez em quando, as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso, sobrepassava do "coyoltototl" e do "tzinizcan" e de outros pássaros lindos que cantam. Juan Diego parou, olhou e disse para si mesmo: "Porventura, sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou dormindo em pé? Onde estou? Será que estou agora em um paraíso terrestre de que os mais velhos nos falam a respeito? Ou quem sabe estou no céu?". Ele estava olhando para o oriente, acima da montanha, de onde vinha o precioso canto celestial e então de repente houve um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo:

"Juanito, Juan Dieguito."

Ele com coragem foi onde o estavam chamando, não teve o mínimo de medo, pelo contrário, encorajou-se e subiu a montanha para ver. Quando alcançou o topo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar. Em Sua presença, ele maravilhou-se pela Sua grandeza sobre-humana. Seu vestido era radiante como o sol, o penhasco onde estavam Seus pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris. As "mezquites", "nopales", e outras ervas daninhas que ali estavam, pareciam como esmeraldas, sua folhagem como turquesas e seus ramos e espinhos brilhavam como ouro. Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe:

"Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde estás indo?"

Ele respondeu: "Minha Senhora e Menina, eu tenho que chegar na Sua igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor". Ela então lhe disse:  

"Sabe e entende, tu é o mais humilde dos meus filhos. Eu sou a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os vossos lamentos e remédio todas as vossas misérias, aflições e dores. E para realizar o que a minha clemência pretende, vá ao palácio do Bispo do México e lhe diga que Eu manifesto o meu grande desejo, que aqui neste lugar seja construído um templo para mim. Tu dirás exatamente tudo que viste, admiraste e ouviste. Tem a certeza que ficarei muito agradecida e te recompensarei. Porque Eu te farei muito feliz e digno da minha recompensa, por causa do esforço e fadiga que terás para cumprir o que Eu te ordeno e confio. Observa, tu ouviste minha ordem, meu humilde filho, vai e coloca todo teu esforço."

Retornou no mesmo dia. Foi diretamente ao topo da montanha, encontrou-se com a Senhora do Céu, que o esperava no mesmo lugar, onde tinha aparecido. Vendo-A, prostrou-se diante Dela e disse: "Senhora, a Caçulinha de minhas filhas, minha Menina, eu fui onde me mandaste para levar Tua mensagem, como me havias instruído. Ele recebeu-me benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte depois, meu filho e eu o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da parte da Senhora". Entendo pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Teu desejo de construção de um templo neste lugar para Ti. E que isso não é Tua ordem. Por isso eu, encarecidamente Te peço, Senhora e minha Criança, que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E Tu, minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envias-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoa o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo."  

A Virgem Santíssima respondeu:

"Escuta, meu filho caçula, deves entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que tu mesmo o faças. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que voltes novamente amanhã ao Bispo. Tu vais em meu Nome e faze saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente dize que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, te ordenei."

Juan Diego respondeu: "Senhora, minha Criança, não deixes que eu Te cause aflição. Alegremente e de bom grado eu irei cumprir Tua ordem. De nenhuma maneira irei falhar e não será penoso o caminho. Irei realizar Teu desejo, mas acho que não serei ouvido, ou se for, não acreditarão. Amanhã ao entardecer, trarei o resultado da Tua mensagem com a resposta do Bispo. Descansa neste meio tempo". Ele, então, foi para sua casa.  

No dia seguinte, domingo, antes do amanhecer, ele deixou sua casa e foi direto ao Tlatilolco, para ser instruído em coisas divinas, e em seguida estar presente a tempo para ver o Bispo. Por volta das 10 horas, estando em cima da hora, após participar da Missa e o povo ter dispersado, ele apressadamente se foi. Pontualmente, Juan Diego foi ao palácio do Bispo. Mal chegou, ansioso já estava para tentar vê-lo. E novamente com muita dificuldade, o Bispo estava à sua frente. Ajoelhou-se diante de seus pés, entristecidamente e chorando, expôs a ordem de Nossa Senhora do Céu, e que por Deus, acreditasse em sua mensagem, de que o desejo da Imaculada de erguer um templo onde Ela queria, fosse realizado. O Bispo para assegurar-se, fez várias perguntas, onde ele A tinha visto e como Ela era. E ele descreveu perfeitamente em detalhes ao Bispo. Apesar da precisa descrição de Sua imagem, e tudo que ele tinha visto e admirado, que em tudo refletia ser a Sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bispo não deu crédito e disse que somente pela sua súplica, não atenderia o seu pedido, que aliás, um sinal era necessário; só então acreditaria, ser ele enviado pela verdadeira Senhora do Céu. Após ouvir o Bispo, disse Juan Diego: "Meu senhor, escuta! Qual deve ser o sinal que o senhor quer? Para eu pedir a Senhora do Céu que me enviou aqui". O Bispo, vendo que ele ratificava tudo sem duvidar, nem retratar nada, o despediu. Imediatamente, ordenou algumas pessoas de sua casa, e de inteira confiança, para segui-lo e olhar onde ele ia, a quem ele via e falava. E assim foi feito. Juan Diego veio direto pela estrada. Aqueles que o seguiam, após cruzarem o barranco perto da ponte do Tepeyacac, perderam-no de vista. Eles procuraram por todos os lugares, mas não puderam mais vê-lo. Retornaram com muita raiva, não somente porque estavam aborrecidos, mas também por ficarem impedidos do objetivo. E o que eles informaram ao Bispo, o influenciou a não acreditar em Juan Diego. Eles lhe disseram que foi enganado. Juan Diego apenas forjou o que veio dizer, e a sua mensagem e pedido não passava simplesmente de um sonho. Eles então arquitetaram um plano, que se ele de alguma forma voltasse, eles o prenderiam e o puniriam com severidade e de tal forma que ele jamais mentiria ou enganaria novamente.  

Entretanto, Juan Diego estava com a Virgem Santíssima, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo. A Senhora, após ouvir, disse-lhe

"Muito bem, meu querido filhinho, retornarás aqui amanhã, então levarás ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em ti, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de ti, e sabe, meu querido filhinho, Eu te recompensarei pelo teu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vai agora. Espero por ti aqui amanhã."

No outro dia, segunda-feira, quando Juan Diego teria que levar um sinal pelo qual então acreditariam, ele não pôde ir porque, ao chegar em casa, seu tio chamado Juan Bernardino, estava doente e em estado grave. Primeiro foi chamar um médico que o auxiliou, mas era tarde, e o estado de seu tio era muito grave. Por toda a noite seu tio pediu que, ao amanhecer, ele fosse ao Tlatilolco e chamasse um sacerdote, para prepará-lo e ouví-lo em confissão, porque certamente sua hora havia chegado, pois não mais levantaria ou melhoraria de sua enfermidade. 

Na terça-feira, antes do amanhecer, Juan Diego ía de sua casa ao Tlatilolco para chamar o sacerdote, e ao aproximar-se da estrada que liga a ladeira ao topo do Tepeyacac, em direção ao oeste onde estava acostumado a passar, disse: "Se eu seguir adiante, a Senhora estará esperando-me, e eu terei que parar e levar o sinal ao Bispo, como pressuponho. A primeira coisa que devemos fazer apressadamente, é chamar o sacerdote, porque meu pobre tio certamente o espera." Então, contornou a montanha, deu várias voltas, de forma que não poderia ser visto por Ela, que pode ver todos os lugares. Mas, ele A viu descer do topo da montanha e estava olhando na direção onde eles anteriormente se encontraram. Ela aproximou-se dele pelo outro lado da montanha e disse:

"O que há, meu caçula? Onde você esta indo?"

Ele estava afligido, envergonhado, ou assustado? Ele inclinou-se diante dela e A saudou dizendo: "Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que estejas contente. Como estás nesta manhã? Estás bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou te causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Teus servos está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Tua casa no México para chamar um de Teus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Tua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoa-me, sê paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível."  

Depois de ouvir toda a conversa de Juan Diego, a Santíssima Virgem respondeu:

"Escuta-Me e entende bem, meu caçula, nada deve te amedrontar ou te afligir. Não deixes teu coração perturbado. Não temas esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é tua Mãe? Não estás debaixo de minha proteção? Eu não sou tua saúde? Não estás feliz com o meu abraço? O que mais podes querer? Não temas nem te perturbes com qualquer outra coisa. Não te aflijas por esta enfermidade de teu tio, por causa disso, ele não morrerá agora. Tem a certeza de que ele já está curado."

( E então, seu tio foi curado, como mais tarde se soube.) 

A imagem de Guadalupe

Quando Juan Diego ouviu estas palavras da Senhora do Céu, ele ficou enormemente consolado. Estava feliz. Prometeu que, quanto antes, estaria na presença do Bispo, para levar o sinal ou prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu ordenou que subisse ao topo da montanha, onde eles anteriormente haviam se encontrado. Ela lhe disse:  

"Sobe, meu caçula, ao topo da montanha; lá onde Me viste e te dei a ordem, encontrarás diferentes flores. Corta-as, junta-as, então volta aqui e traze-as em minha presença."

Imediatamente Juan Diego subiu a montanha, e quando atingiu o topo, ele espantou-se pela variedade de esquisitas rosas de Castilha que haviam brotado bem antes do tempo, porque, estando fora da época, deveriam estar congeladas. Elas estavam muito fragrantes e cobertas com o orvalho da noite, assemelhando-se a pérolas preciosas. Imediatamente ele começou a cortá-las. Recolheu todas e colocou-as em seu tilma. O topo da montanha era um lugar impossível de nascer qualquer tipo de flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas. Ocasionalmente as ervas cresceriam, mas era mês de dezembro, na qual toda vegetação é destruída pelo frio. Ele voltou imediatamente e entregou as diferentes rosas que havia cortado para a Senhora do Céu, que ao vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta no tilma, dizendo:

"Meu caçula, esta variedade de rosas é a prova e sinal que levarás ao Bispo. Tu irás dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e que deverá realizá-lo. Tu és meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do Bispo desenroles o manto e descubras o que estás carregando. Tu contarás tudo direito. Que Eu te ordenei a subir ao topo da montanha, e cortar estas flores, e tudo que viste e admiraste, então, tu podes induzir ao Bispo dar a sua ajuda, com o objetivo de que um templo seja construído e erguido como Eu tenho pedido."

Depois que a Senhora do Céu deu seu aviso, ele se pôs a caminho pela estrada que dava diretamente ao México. Estava feliz e seguro de seu sucesso, carregando com grande carinho e cuidado o que continha dentro de seu tilma. De tal forma que nada poderia escapar de suas mãos, a não ser a maravilhosa fragrância das variadas e belas flores.  

No palácio do Bispo, os serventes tentaram ver o que Juan Diego carregava. Com cuidado, ele descobriu o manto que escondia e eles puderam ver algumas flores; ao verem que eram rosas fora de época, ficaram impressionados, ainda mais por verem-nas frescas, tão fragrantes e belas. Estenderam a mão para as rosas, mas, ao tentar pegá-las, elas pareciam pintadas ou estampadas ou costuradas no tecido. Ao relatarem esse fato ao Bispo, ele compreendeu que Juan Diego carregava a prova desejada.

Ao ser admitido na presença do Bispo, Juan Diego contou o que havia visto e feito, renovando a mensagem de Nossa Senhora que pedia a construção de uma igreja no monte das aparições. Então, desdobrou seu manto, onde estavam as rosas; quando elas caíram ao chão, apareceu subitamente o desenho da preciosa imagem de Nossa Senhora, como ela é vista até hoje no templo de Tepeyacac, chamada Nossa Senhora de Guadalupe.

A figura no manto é cheia de sinais, entre palavras, imagens e símbolos. Aqui destacamos apenas alguns:

1) Nossa Senhora está diante de uma Luz Brilhante: os índios veneravam o deus sol. Ela está vestida de sol, o que mostra que Seu Deus é mais poderoso.

2) Manto Azul: azul era sinal de realeza, virgindade e a cor que as deusas vestiam. As estrelas no manto estão como no céu da noite de 12 de dezembro de 1531. Os índios viviam sob as estrelas e aqui Ela as veste, mostrando que Seu Deus é mais poderoso que as estrelas.

3) Cabeça curvada: na cultura indígena, os deuses e deusas olhavam diretamente nos olhos para mostrar seu poder e eram representados com olhos grandes. Maria, com Sua cabeça abaixada, mostra que não é um deus ou uma deusa, mas que há um poder maior acima dela

4) Lua: os índios veneravam Quetzalcoatl (serpente de pedra), representado por uma lua encrespada. Os pés de Maria estão firmemente apoiados sobre a lua, simbolizando que Ela está esmagando o deus deles.

5) Coração nas costas da mão: o Coração Imaculado de Maria, como representamos, com chamas. Somente nas aparições de Guadalupe e Fátima esse sinal apareceu, o que mostra que são eventos relacionados.

Chave entre as mãos postas: a oração é a chave para o Céu

Outros sinais representam: o Espírito Santo; Abraão; os Reis Davi e Salomão; o profeta Daniel; a maternidade de Maria; Maria, Mãe de Deus; Natividade de Jesus; apresentação do Menino Jesus no Templo; a Última Ceia; um rosto de duas caras: Judas e o demônio; agonia de Jesus no Horto; flagelação de Jesus; a Cruz; a Sagrada Face.

Por que "Guadalupe"?

A origem do nome Guadalupe (um nome espanhol) nas aparições do México sempre foi motivo de controvérsias, e muitas possíveis explicações têm sido dadas.

A razão mais provável é que o nome seja a passagem, do nahuatl para o espanhol, das palavras usadas pela Virgem durante Sua aparição a Juan Bernardino, o tio enfermo de Juan Diego. Acredita-se que Nossa Senhora tenha usado a palavra Azteca Nahuatl coatlaxopeuh — que é pronunciado "quatlasupe" e soa extremamente parecido com a palavra em espanhol Guadalupe. Coa siginifica "serpente"; tla, o artigo "a"; xopeuh significa "esmagar". Assim, Nossa Senhora deve ter chamado a si mesma como "Aquela que esmaga a serpente" — também numa referência ao deus Quetzalcoatl, ou serpente de pedra, ao qual os Aztecas costumavam oferecer sacrifícios humanos. Em 1487, devido a dedicação de um novo templo em tenochtilan, cerca de 80.000 cativos foram imolados em sacrifícios em uma só cerimônia que durou quatro dias.

Certamente, neste caso Nossa Senhora esmagou a serpente, e milhões de nativos foram convertidos ao Cristianismo.

Análises da imagem de Guadalupe

Em primeiro lugar, chamou a atenção dos peritos a singular conservação do rude tecido da tilma (avental) de Juan Diego. Durante séculos, esteve exposto, sem maiores cuidados, aos rigores do calor, da poeira e da umidade, e mesmo assim sua tessitura não se desfibrou, nem tampouco se lhe desvaneceu a admirável policromia.

A matéria sobre a qual a imagem foi estampada é tecido confeccionado com fibra de ayate, da espécie mexicana agave potule zacc, que se decompõe por putrefação aos 20 anos, aproximadamente. Em contraposição, o avental de Juan Diego já dura 450 anos sem se rasgar nem se decompor e, por motivos inexplicáveis, é imune à umidade e à poeira.

Atribuiu-se essa virtude ao tipo de pintura que cobre o pano, a qual poderia atuar como matéria protetora. Em conseqüência, foi enviada uma amostra para ser analisada pelo cientista alemão e Prêmio Nobel de Química Richard Kuhn, cuja resposta deixou perplexos os consultantes. Os corantes da imagem não pertencem nem ao reino vegetal, nem mineral nem ao animal, afirmou o pesquisador.

Pensou-se, então, que a tela estivesse tratada por um procedimento especial. Mas de que consistência seria essa preparação da tela para que a pintura pudesse aderir e se conservar incólume sobre matéria tão frágil e perecível como é o ayate?

Mais: confiaram a dois estudiosos norte-americanos — o doutor Calagan, da NASA, e o professor Jody B. Smith, catedrático de Filosofia da Ciência no Pensacolla College — a tarefa de submeter a imagem à análise fotográfica com raios infravermelhos. As suas conclusões foram as seguintes:

1a.) o ayate — tela rala de fio de magüey — não possui preparação alguma, o que torna inexplicável, à luz dos conhecimentos humanos, que os corantes impregnem fibra tão inadequada e nela se conservem.

2a.) não há esboços prévios, como os descobertos pelo mesmo processo nos quadros de Velázquez, Rubens, El Greco e Ticiano. A imagem foi pintada diretamente, tal qual a vemos, sem esboços nem retificações.

3a.) não há pinceladas. A técnica empregada é desconhecida na história da pintura. É inusitada, incompreensível e irrepetível.

Mistérios nos olhos de Maria

Em 1929, Alfonso Marcue, fotógrafo oficial da antiga Basílica de Guadalupe na Cidade do México, teve a impressão de ver a imagem de um homem de barba refletido no olho direito da Virgem. Depois de várias análises de sua fotografia em preto e branco, ele não tinha dúvidas e decidiu informar as autoridades da Basílica. Ele foi orientado para manter completo silêncio a respeito do descobrimento. Mais de 20 anos depois, em 29 de maio de 1951, José Carlos Salinas-Chavez examinou uma boa fotografia da face e redescobriu a imagem que parece claramente ser um homem de barba refletido no olho direito da Virgem, localizando-o também no olho esquerdo.

Desde então, várias pessoas tiveram a oportunidade de analisar mais de perto os olhos da Virgem na tilma. O primeiro relatório dos olhos da imagem, emitido por um médico, certifica a presença de uma tripla reflexão (efeito Samson-Purkinje), característica de todo olho humano vivo; o resultado diz que as imagens estão localizadas exatamente onde elas deveriam estar de acordo com tal efeito, e também que a distorção das imagens combina com a curvatura da córnea. No mesmo ano, outro oftamologista examinou os olhos da imagem com um oftamoscópio em grande detalhe. Ele observou a aparente figura humana nas córneas nos dois olhos, com a localização e distorção de um olho humano normal e, especialmente, notou uma singular aparência dos olhos: eles parecem estranhamente vivos quando examinados.

O oftalmologista Torija Lauvoignet examinou com um oftalmoscópio de alta potência a pupila da imagem e observou, maravilhado, que na íris se via refletida uma mínima figura que parecia o busto de um homem. E este foi o antecedente imediato para promover a investigação mais profunda, ou seja, a "digitalização" dos olhos da Virgem de Guadalupe, que pode ser assim descrita:

"Sabemos que na córnea do olho humano se reflete o que a pessoa está vendo no momento. O doutor Aste Tonsmann fez fotografar (sem que ele estivesse presente) os olhos de uma filha sua e, utilizando o procedimento denominado "processo de digitalizar imagens", pôde, sem mais, averiguar tudo quanto via sua filha no momento de ser fotografada."

Este mesmo cientista, cuja profissão era a de captar as imagens da Terra transmitidas do espaço pelos satélites artificiais, "digitalizou", no ano de 1980, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, e os resultados foram surpreendentes. Tal procedimento consiste em dividir a imagem em quadrículas microscópicas, até o ponto de, numa superfície de um milímetro quadrado, caberem 27.778 ínfimos, mínimos quadrinhos. Uma vez feito isso, cada miniquadrícula pode ser ampliada, multiplicando-se por dois mil, o que permite a observação de pormenores impossíveis de serem captados a olho nu.

Ora, os pormenores que se observaram na íris da imagem são: um índio no ato de desdobrar sua tilma perante um franciscano; o próprio franciscano, em cujo rosto se vê escorrer uma lágrima; uma pessoa muito jovem, tendo a mão sobre a barba com ar de consternação; um índio com o torso desnudo, em atitude quase orante; uma mulher de cabelo crespo, provavelmente uma negra, serviçal do bispo; um varão, uma mulher e umas crianças com a cabeça meio raspada; e mais outros religiosos vestidos com hábito franciscano. Isto é... o mesmo episódio relatado em náhualt por um anônimo escrito indígena na primeira metade do século XVI e editado em náhualt e em espanhol por Lasso de La Veja em 1649.

Foram feitos também estudos iconográficos para comparar estas figuras com os retratos conhecidos do arcebispo Zumárraga e de pessoas do seu tempo ou do lugar. O que é radicalmente impossível, é que num espaço tão pequeno como a córnea de um olho, situada numa imagem de tamanho aproximado ao natural, um miniaturista tenha podido pintar aquilo que foi necessário ampliar duas mil vezes para que pudesse ser percebido.

Todo fiel católico sabe que a Igreja não impõe à fé dos cristãos alguma revelação particular, mas deixa a critério de cada um aceitar ou não as respectivas narrações. Ora as que se referem a Nossa Senhora de Guadalupe têm forte cunho de verossimilhança, dados os estudos científicos que acabamos de mencionar.

Deus seja louvado pelos sinais que Se digna de dar aos homens, para manifestar a Sua presença e providência no mundo conturbado em que vivemos!

A família na pupila dos olhos de Maria   

 

Talvez um dos aspectos mais fascinantes é que Nossa Senhora não só nos deixou sua imagem impressa como prova de sua aparição, mas também mensagens que permaneceram escondidas em seus olhos para serem reveladas quando a tecnologia permitisse descobrí-las — e em um tempo em que fossem mais necessárias. Este seria o caso da imagem de uma família, presente no centro dos olhos da Virgem, justamente quando a Família se encontra precisamente ante sérios ataques, em nossos dias.

A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebê levado nas costas por sua mãe, como se costumava no século XVI), aparecem no centro da pupila da Virgem, como centro de sua visão.

Lágrimas

A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Guadalupe verteu lágrimas de óleo em 1994.

Protetora dos Nascituros

Durante sua guerra contra a vida humana, a antiga serpente nunca se satisfez com o extermínio causado pelas contínuas guerras e violências promovidas por ela neste mundo. Ela sempre pediu rituais de morte, vidas humanas inocentes sacrificadas a seus disfarces ao longo da história.

Lemos no Livro do Levítico como o Senhor diz a Moisés sobre o sério crime e a extrema punição de se oferecer os filhos a Moloc, referindo-se ao costume cananeu de sacrificar crianças ao deus Moloc. As pequenas vítimas eram primeiro mortas [decapitadas] e então cremadas (Veja Levítico 20,1-5 e 18,21).

Nas Américas, há cinco séculos atrás, os rituais mais cruéis de sacrifício humano, registrados pela história, eram feitos pelo império Azteca. Entre 20.000 e 50.000 eram sacrificados por ano. Os rituais incluíam o canibalismo dos órgãos das vítimas. A maioria eram cativos ou escravos,e além de homens eles incluíam mulheres e crianças. O antigo historiador mexicano Ixtlilxochitl fez uma estimativa de que uma de cada cinco crianças no México era sacrificada. O clímax destes rituais de morte foi em 1487 para a dedicação do novo templo de Huitzilopochtli, ricamente decorado com serpentes, em Tenochtitlan (hoje Cidade do México), quando em uma única cerimônia, que durou quatro dias e quatro noites, com o constante soar de gigantescos tambores de pele de cobra, o soberano e adorador do demônio Azteca, Tlacaellel, presidiu o sacrifício de mais de 80.000 homens. Nossa Senhora de Guadalupe esmagou esta serpente em 1531.

Hoje, a antiga Serpente certamente conseguiu outra obra-prima de seus rituais de sangue contra a vida humana. Milhões de crianças não nascidas são mortas todos os anos ao redor do mundo, em procedimentos que em alguns países são não apenas legais mas também oficialmente apoiadas e financiadas por seus governos. Em muitos casos, os procedimentos seguem as mesmas regras dos sacrifícios ao deus Moloc: a morte e cremação das criancinhas. A Mulher vestida de sol, na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, Protetora dos Nascituros, esmagará esta serpente mais uma vez.

Oração de João Paulo II  à Nossa Senhora de Guadalupe

. . .Ó Virgem Imaculada, Mãe do Deus Verdadeiro e Mãe da Igreja!, que deste lugar revelastes Vossa clemência e Vossa piedade a todos os que pedem por Vossa proteção, ouvi a oração que Vos dirigimos com filial confiança, e apresentai-a ao Vosso Filho Jesus, nosso único Redentor.

. . .Mãe de Misericórdia, Mestra do sacrifício oculto e silencioso, a Vós, que viestes a nós pecadores, dedicamos neste dia todos o nosso ser e todo nosso amor. Também dedicamos a Vós nossa vida, nosso trabalho, nossas alegrias, enfermidades e tristezas. Concedei-nos paz, justiça e prosperidade a nossos povos; pois confiamos a Vosso cuidado tudo o que temos e tudo o que somos, nossa Senhora e Mãe. Desejamos ser inteiramente Vossos e caminhar Convosco pelo caminho da completa fidelidade a Jesus Cristo em Sua Igreja; amparai-nos sempre com Vossa Mão amorosa.

. . .Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, a Vós rezamos por todos os Bispos, para que consigam levar os fiéis ao longo dos caminhos da intensa vida cristã, do amor e humilde serviço a Deus e às almas. Contemplai esta imensa messe, e intercedei junto ao Senhor para que Ele desperte a fome pela santidade em todo o povo de Deus, e grandes e abundantes vocações de sacerdotes e religiosos, fortes na fé e zelosos dispensadores dos mistérios Divinos.

. . .Concedei a nossos lares a graça do amor e do respeito à vida desde seu início, com o mesmo amor com o qual concebestes em Vosso ventre a vida do Filho de Deus. Bem-Aventurada Virgem Maria, protegei nossas famílias, para que sejam sempre unidas e abençoai a educação de nossos filhos.

. . .Nossa esperança, olhai sobre nós com compaixão, ensinai-nos a ir continuamente a Jesus e, se cairmos, ajudai-nos a levantarmos novamente, para retornar a Ele, por meio da confissão de nossas faltas e pecados, no Sacramento da Penitência, que concede paz à alma.

. . .Nós Vos pedimos que nos alcanceis um grande amor a todos os Santos Sacramentos, que são, como foram, os sinais que Vosso Filho nos deixou na terra.

. . .Assim, Santíssima Mãe, com a paz de Deus em nossas consciências, com nossos corações libertos do mal e do ódio, seremos capazes de levar a todos a verdadeira alegria e a verdadeira paz, que vem a nós de vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que com Deus Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos.

. . .Amém.

Sua Santidade João Paulo II México, janeiro de 1979. (em visita à Basílica de Guadalupe na sua primeira viagem ao exterior como Papa)

Extraído do site http://www.cruzgloriosa.com.br . Visite esta maravilha! Lá poderá encontrar outros relatos pormenorizados de aparições marianas. Imperdível!

Mais sobre a Virgem de Guadalupe  

 

           Nesta matéria você terá mais detalhes e imagens sobre esta maravilhosa aparição.

           A Virgem de Guadalupe nos revelou um grandiosíssimo milagre... vamos conhecê-lo mais à fundo!

            O venerável manto foi salvo das chamas em 1921, quando em meio a uma guerra travada pelo governo mexicano contra os católicos, uma bomba foi instalada dentro de um vaso, no altar da Basílica de Guadalupe. Apenas um objeto se salvou das chamas: o manto com a imagem da Virgem Santíssima.  

   O interior da Basílica  e o manto original.

Como já vimos em artigos anteriores, o manto foi impresso pela própria virgem em 1531. Pintura ou impressão milagrosa?  

            A imagem estampada é de 140 cm de altura com comprimento de 106 cm. Como já vimos, trata-se de uma jovem morena, com aparentes 15 anos. O manto é composto de três lados e confeccionado de cacto, chamado “maguey”, grosseiramente produzido, assemelhando-se a um saco de estopa. Vale dizer que cada lado mede 50 cm de largura. Em dois desses lados temos a imagem e o terceiro está dobrado para detrás das outras.

Vários exames foram realizados. Em 1751, Miguel Cabrera, apelidado de “Miguelangelo mexicano” e mais três renomados pintores voltaram a realizar novos estudos. Conclusão: milagre! Ao longo do tempo novos testes vão sendo aplicados (raio x, análises químicas...) na medida do avanço da Ciência. Os homens tentaram realçar as cores da imagem, para melhor visualização, introduzindo novos enfeites. Anjos foram pintados nas nuvens e estes desapareceram com o tempo. Os raios de sol foram reforçados com ouro, que atualmente está descascando. A lua branca foi reforçada com prata, que já está enegrecida e descascando... Pintaram uma coroa para a virgem, que está praticamente apagada...

            Pintores e testes químicos não desvendaram a origem das tintas utilizadas. Manuel Garibi, perseverante examinador da imagem, resume a perplexidade dos investigadores... o dourado do vestido, as 46 estrelas, os arabescos, os 129 raios de sol... não se sabe a origem das tintas...

            Palavras de Manuel Garibi:

"O dourado é transparente e sob este se vêem os fios do poncho. E como não existia nenhum material que seja transparente, nem sequer o cobre e o ouro, elementos indispensáveis para que o homem possa executar um dourado. Esse dourado, dotado de transparência, não pode ser obra humana".

            A pintura permanece incorrupta, resistindo à umidade e ao salitre, muito abundante, corrosivo e comum na região. Quadros de contextura mais firme já perderam a cor e se danificaram em poucos anos. Como já dito, o tecido é de má qualidade e seria desintegrado em questão de 20 anos... atualmente tem 469! Até madeiras e metais não duram mais que um século!

            Em 1751 foi comprovado cientificamente que o tramado da tecelagem é extremamente separado e imperfeito e, olhando por detrás do poncho, mais parece uma peneira, podendo-se ver através dele!

Durante 116 anos, de 1531 até 1647, a pintura esteve desprotegida e foi exibida em várias procissões. As pessoas piedosas e doentes beijavam as mãos e a face da imagem e até tocavam-na com objetos cujo material deveria ter deteriorado ou destruído o tecido!  

         Em 1791, Carlos Maria Bustamante relata que os peritos derramaram, sem querer, enquanto limpavam o ouro que enquadrava a imagem, um vidro de ácido nítrico, de extraordinário poder corrosivo. Foi derramado de alto a baixo no poncho, deixando apenas um vestígio como testemunho do prodígio. Hoje se, de perto, uma leve mancha como de água, no lado esquerdo da jovem e salpiques em vários outros lugares. A análise química confirma: é ácido nítrico.  

Os olhos da Virgem  

            Em 1929 e 1951, respectivamente, o fotógrafo Alfonso Marené Gonzáles e Carlos Salinas, descobriram algo estranho nos olhos da Virgem, na imagem. Em 1951, o Arcebispo do México, Dom Luis Maria Martinez, criou uma comissão para estudar o fenômeno.

            Observou-se em 1955 a descoberta do efeito Sanson-Purkinje nos olhos da Virgem de Guadalupe. É um fenômeno muito comum no mecanismo normal da visão humana. Não se produz apenas um reflexo das figuras que vemos, mas três diferentes e superpostas. Esta tríplice imagem leva o nome de seus descobridores: Sanson (oftalmólogo de Paris) e Purkinje (médico de Breslau-Alemanha). Vários testes e em épocas diferentes foram feitos e inclusive, confrontados. Não há dúvidas. Todas as escolas de oftalmologia confirmam.

Tal como toda imagem se reflete em nossos olhos, assim a de Juan Diego se refletiu nos olhos da "Virgem de Guadalupe". Tríplice imagem em cada olho, no lugar exato, com a curvatura exata... O índio Juan Diego, tal como estaria sendo visto pelos olhos da jovem que lhe "apareceu", saiu refletido nos olhos da imagem que ficou gravada no poncho.”

 

            Vários oftalmólogos examinaram os olhos da Virgem.

Palavras do Dr. Rafael Torriha Lavagnet:

"Utilizei um oftalmoscópio como fonte luminosa e lente de aumento, que me permitiu uma percepção mais perfeita dos detalhes. Certifico: -que o reflexo de um busto humano é observado no olho direito da imagem. -Que o reflexo desse busto humano se encontra na córnea. -que a distorção do mesmo corresponde à curvatura normal da córnea. -que além do busto humano, observam-se no dito olho dois reflexos luminosos correspondentes às imagens de Sanson-Purkinje. -que esses reflexos luminosos tornam-se brilhantes ao refletir a luz que é enviada diretamente. -que os reflexos luminosos mencionados demonstram que o busto humano é uma imagem refletida na córnea e não uma ilusão de ótica, causada pela contextura do poncho. -que na córnea do olho esquerdo da imagem se percebe, com suficiente claridade, o reflexo correspondente do citado busto humano. É impossível obter esse reflexo numa superfície plana e escura."

            Os testemunhos como os de Dr. Torroella Bueno,  Dr. Guillermo Silva Rivera,  Dr. Ismael Ugalde Nieto,  Dr. Jayme Palacios,  Dr. Charles J. Wahlig e o Dr. Joseph P. Gallagher, todos oftalmologistas, após terem feito exames separadamente, também chegaram às mesmas conclusões.

            Em 1979 o Dr. Jose Aste Tonsmann, PhD, graduado na Universidade de Cornell (EUA), quando trabalhava na IBM fez uma varredura intensa no rosto da Virgem, usando o Centro Científico da empresa.  Após ter filtrado e ter processado as imagens digitadas dos olhos para eliminar o "ruído" e para realçá-los, fez algumas descobertas estarrecedoras: não somente "o busto humano" estava claramente em ambos os olhos, mas também outras figuras humanas ! Dr. Aste Tonsmann publicou seus últimos estudos nos olhos da Virgem no livro "El Secreto de sus ojos", com detalhes completos e as fotografias que trabalhou.

 

No olho esquerdo, os computadores trabalharam e forneceram a primeira ampliação, na extremidade direita do olho, uma figura de pouco mais de 1 milímetro de largura e 4 milímetros de altura: um índio sentado sobre as pernas; sandálias de couro, calção, dorso descoberto, cabelos raspados até o meio da testa segundo o costume da época, ampliando a fronte, recolhidos na nuca, brincos “brilhantes” em forma de aro... A segunda figura que aparece no computador foi a do esperado homem de barba descoberto em 1929, na parte da menina ocular mais próxima do nariz. Um espanhol com uma mão na barba, a outra na espada, com a boca aberta como extasiado pelo que olhava, virado para a tilma de Juan Diego. Em tripla imagem, em relevo, em cores. E no olho direito aparece com maior clareza do que no esquerdo, como já haviam percebido e explicado os oftalmologistas. A terceira figura, de um velho, vestido de franciscano, com lágrimas escorrendo pelo nariz! Dr. José achava conhecer aquele homem. Procurou nos museus, pinturas, livros...Um dia ocorreu-lhe um famoso quadro do pintor Miguel Cabrera, do século XVIII, no qual o bispo Juan de Zumárraga, ajoelhado, admirava a imagem no poncho do índio Juan Diego. Aquela figura no computador assemelhava-se demais com a pintura do velho bispo: seus olhos eram fundos, como também as bochechas, o nariz típico dos bascos, a barba branca, a calva grande e reluzente, com algum cabelo com o corte clássico dos franciscanos. Era o bispo Dom Juan! Um outro índio foi descoberto, com chapéu em forma de cone e com uma tilma amarrada no pescoço. Os lábios pareciam entreabertos! Juan Diego! Atrás dele observa-se uma mulher negra que contemplava tudo. Tratava-se da empregada do Bispo, libertada pelo mesmo quando a recebera como “escrava” do conquistador Hernan Cortés. À direita do bispo, um jovem franciscano... comprovou-se depois que era o intérprete frei Juan González. Todos estavam em ambos os olhos. Diferindo apenas no tamanho, ângulo e luminosidade, o que se encaixava perfeitamente no fenômeno da visão estereoscópica. Os alongamentos de algumas das imagens correspondem à reflexão das mesmas numa superfície convexa como é o olho humano.

            Um último detalhe impressionante: dos dois personagens no extremo mais externo do semicírculo – o espanhol com barba e o índio sentado – os computadores só puderam ampliar os olhos do índio sentado, porque o espanhol estava meio sentado... Pasmem! Nos dois olhos deste índio – que estão nos olhos da Virgem de Guadalupe – TODA A CENA está, em tripla imagem, em outro ângulo, estampada!  

            Além destas imagens, que comprovam sua aparição, existem mensagens importantes incutidas. Estas mensagens foram escondidas nos olhos da imagem até nossa época, quando novas tecnologias puderam detectá-las.

            Uma imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família, incluindo crianças e um bebê carregado nas costas da mulher – como no 1º século – aparece no centro da pupila, como mostra esta imagem fornecida generosamente por Tonsmann.

 

            Como já dito aqui em nosso site, em matérias anteriores, descobriu-se que a imagem não tem corantes vegetais, animais ou minerais.  O ganhador do Prêmio Nobel de Química, Richard Kuhn foi o descobridor! As cores conservam seu brilho, mesmo com o passar dos anos! As cores mudam ligeiramente de tonalidade conforme o ângulo de visão do observador!

Um dado curioso: a primeira vez que a Virgem apareceu foi junto ao rio Guadalupe. Lá estava enterrado um documento contando a história da imagem, pelo ano de 1260... mas as aparições datam de 1497! Leia um trecho do documento: “Senhores, sabei que me apareceu uma nossa senhora a Virgem Maria numas montanhas perto do rio Guadalupe, e mandou que vos dissesse para irdes ali onde apareceu; e que cavásseis naquele mesmo lugar onde ela me apareceu, e acharíeis uma imagem sua; e que a tirasse dali; e lhe fizésseis naquele local uma casa...”

Na época, como já vimos em artigos anteriores, o bispo não acreditou em Juan Diego. O índio estava sendo catequizado, por isso reconheceu na jovem menina a Grande Virgem. Muitos índios achavam que se tratava da Grande Virgem do Deus Sol, Qualtzacoalt. Mas Diego tinha certeza que era a Mãe de Jesus. O Papa da época não reconheceu as aparições, nem a igreja local. O Papa Benedito XIV a reconheceu e o Papa Paulo VI a coroou. Juan Diego foi beatificado! O Papa João Paulo II foi o único que visitou seu santuário! Juan Diego teve que provar para o incrédulo bispo através da imagem estampada milagrosamente em um tecido...

Que Deus nos abençoe! E que a Virgem de Guadalupe, Nossa Querida Mãe, interceda por nossa salvação junto a Jesus Cristo!

Novas considerações sobre a Imagem de Guadalupe

           Aqui, primeiramente, faremos considerações sobre a origem "histórica" das narrativas da aparição.             Entendam... analisaremos a origem dos documentos que narram a aparição a Juan Diego.

O Nican Mopohva    

 

           Existem vários documentos que falam sobre as aparições de Guadalupe, mas o mais importante e também considerado a versão "oficial" do acontecimento, sem falar dos riquíssimos detalhes é o NICAN MOPOHVA, escrito em uma linguagem meso-americana indígena. O título significa algo como "AQUI - CONTAR" e mostra as impressões do povo indígena da região com a Virgem, oriunda dos meados do século 16 - a aparição foi em 1531, portanto, contemporânea a esta - e redigida provavelmente por um aristocrata indígena erudito e governador da Cidade do México da época, chamado Antônio Valeriano. A primeira vez que foi publicada tal "versão oficial" foi em 1649, contudo o original data entre 1550 e 1570, apenas 30 anos após a data provável da aparição.

O códice de 1548

             Contudo, foi encontrado um pergaminho feito com pele de animal, apelidado de "códice", que seria de 1548. Isto mesmo! Este códice mostra e relata detalhes impressionantes e confirmados dos que constam no NICAN MOPOHVA e nos outros diversos documentos atestadores da aparição. Este códice seria de apenas 17 anos depois da aparição, em 1531! Mas o códice seria realmente de 1548?  

             Estudos realizados com espectroscopia e uma técnica nuclear com emissão induzida de raios X analisaram a composição física e química do suporte e das tintas utilizadas. Tais exames confirmaram: o códice é de 1548 e confirmaria indiretamente as narrativas do "AQUI-CONTAR".  A figura da Virgem foi "plasmada" ou "pintada"?

               Observamos em artigos anteriores que os pigmentos da imagem não são conhecidos; não seriam de origem animal, nem vegetal e muito menos mineral. Agora, a questão é: a imagem foi plasmada (apareceu instantaneamente) ou foi pintada, por mãos humanas ou sobrenaturais (por pinceladas, ainda que os pigmentos da tinta fossem desconhecidos)?

                 John Brant Smith e Calahan, por volta de 1979, usando técnica de fotos com infravermelho (foram tiradas 40 fotografias a um centímetro da imagem original) descobriram que a imagem foi "plasmada", sem preparação e que os pigmentos são desconhecidos.  

                  Calahan, já falecido, contudo, verificou que a imagem plasmada era da virgem, com seu manto verde e suas mãos em posição de oração. Calahan concluiu que, na época de 1531,  a lua e o terço foram introduzidos na imagem por mãos humanas! E no século XVII as linhas negras do contorno, as decorações douradas, o esplendor do manto, os anjos, as pregas do vestido e as estrelas também foram obra de acréscimos humanos!

                   Ou seja, a imagem da Virgem em oração era sobrenatural, mas os acréscimos... não.(?!?)

                 Todavia, existem controvérsias sobre tal conclusão. O próprio John Brant Smith, companheiro de Calahan na pesquisa, disse que seu parceiro era o que "concluíra" tais fatos.  Pe. José Luis Guerrero, defensor da causa de Juan Diego, diz que, desde 1556, como no Nican Mopohva, no códice e nos demais relatos, a imagem da Virgem de Guadalupe está com todos estes "aparentes" acréscimos que, segundo Calahan, seriam, em sua maioria, do século XVII !

                   Acréscimos colocados na Imagem no século XVII constatados quase um século antes, em 1556? Que loucura é esta? (!?!)

                  Pe. José relata, entretanto, que em 1556 o segundo arcebispo mandou retocar a imagem. Retoques, não restauração ou modificações. Retoques de estragos ocorridos fisicamente, nas procissões, em uma época em que a imagem estava literalmente desprotegida!

                   Cientistas afirmam que tais retoques poderiam parecer acréscimos, porque "ficavam por cima" do original, obviamente, exibindo provável mudança humana! E mais: cientistas afirmam que o teste do infravermelho não pode descobrir datas! De onde Calahan descobriu tais datas? E também afirmam que radiografias dariam conclusões mais exatas do que as feitas com fotos em infravermelho.

Quadro de Conclusões                       Podemos tirar várias conclusões sobre as pesquisas realizadas. No quadro a seguir, analise um resumo dos principais testes científicos realizados e emita sua própria opinião.

 Situação

 Pesquisadores

 Conclusões

 Prós

 Contras

A possibilidade da imagem não ter corantes vegetais, animais ou minerais.

ganhador do Prêmio Nobel de Química, Richard Kuhn

As cores conservam seu brilho, mesmo com o passar dos anos. As cores mudam ligeiramente de tonalidade conforme o ângulo de visão do observador. A imagem realmente não tem corantes vegetais, animais ou minerais. São desconhecidos.

Se tal conclusão for legítima,um fato que aumenta o aspecto milagroso do manto.

Não identificar os corantes não significa dizer que sejam "sobrenaturais", mas colaboram para tal conclusão.

Obra histórica  Nican Mopohva

 Historiadores

 Texto é de 1550-1570, contemporânea a aparição.

 Detalhes da aparição e contato com os índios. O códice de 1548 confirma os relatos desta obra.

 Originais perdidos.

 Códice de 1548

Cientistas

espectroscopia e uma técnica nuclear com emissão induzida de raios X analisaram a composição física e química dosuporte e das tintas utilizadas, confirmando que o texto é de 1548.

Detalhes confirmam textos como o Nican Mopohva e demonstram a raiz histórica da aparição a Juan Diego.

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Fotografias com infravermelho

John Brant Smith e Calahan

A imagem está plasmada, com pigmentos desconhecidos e sem preparação anterior.

O fato da imagem  ter sido plasmada (não pintada gradativamente) mostra a sobrenaturalidade do manto. Isto sem mencionar os pigmentos desconhecidos!

Poderia ter tido acréscimos humanos, mas os testes  não podem alcançar estas conclusões. Os testes não podem confirmar datas e nem diferenciar retoques de acréscimos.

Incorruptibilidade do manto

Cientistas  

O material do manto duraria no máximo 20 anos. A imagem já dura 469 anos!

A durabilidade extraordinária do manto mostra a sobrenaturalidade do mesmo.

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Figuras nos olhos da Virgem

Cientistas, como Dr. Rafael Torriha Lavagnet e Dr. Jose Aste Tonsmann, dentre outros.

Imagens que só podem ser vistas se aumentadas 3 mil vezes, estão nos dois olhos da Virgem. O efeito ocular Sanson-Purkinje está presente. É impossível "pintar" tais figuras desta forma!

Sem comentários. Mais um fato impressionante da sobrenaturalidade do manto.  

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Detalhando as imagens nos olhos da Virgem

Aqui, faremos novas considerações sobre as imagens encontradas nos olhos da Virgem, na imagem milagrosa do manto.

 Vou reproduzir um trecho do artigo de Pe. Quevedo, que se encontra no site www.clap.org.br  :

"Têm toda a aparência de olhos naturais, humanos, vivos! Diversos oftalmólogos examinaram os olhos da imagem da "Virgem de Guadalupe". Deixemos a palavra ao especialista Dr. Rafael Torrija Lavagnet: "Utilizei um oftalmoscópio como fonte luminosa e lente de aumento, que me permitiu uma percepção mais perfeita dos detalhes. Certifico:

- Que o reflexo de um busto humano é observado no olho direito da imagem. - Que o reflexo desse busto humano se encontra na córnea. - Que a distorção do mesmo corresponde à curvatura normal da córnea. - Que além do busto humano, observam-se no dito olho dois reflexos luminosos correspondentes às imagens de Sanson-Purkinje. - Que esses reflexos luminosos tornam-se brilhantes ao refletir a luz que é enviada diretamente. - Que os reflexos luminosos mencionados demonstram que o busto humano é uma imagem refletida na córnea e não uma ilusão de ótica, causada pela contextuta do poncho. - Que na córnea do olho esquerdo da imagem se percebe, com suficiente claridade, o reflexo correspondente do citado busto humano. É impossível obter esse reflexo numa superfície plana e escura."  

             Agora, reproduzirei outro trecho, de um artigo nosso , sobre as descobertas do Dr. José Aste Tonsmann:

" Em 1979 o Dr. Jose Aste Tonsmann, PhD, graduado na Universidade de Cornell (EUA), quando trabalhava na IBM fez uma varredura intensa no rosto da Virgem, usando o Centro Científico da empresa. Após ter filtrado e ter processado as imagens digitadas dos olhos para eliminar o "ruído" e para realçá-los, fez algumas descobertas estarrecedoras: não somente "o busto humano" estava claramente em ambos os olhos, mas também outras figuras humanas ! Dr. Aste Tonsmann publicou seus últimos estudos nos olhos da Virgem no livro "El Secreto de sus ojos", com detalhes completos e as fotografias que trabalhou.

No olho esquerdo, os computadores trabalharam e forneceram a primeira ampliação, na extremidade direita do olho, uma figura de pouco mais de 1 milímetro de largura e 4 milímetros de altura: um índio sentado sobre as pernas; sandálias de couro, calção, dorso descoberto, cabelos raspados até o meio da testa segundo o costume da época, ampliando a fronte, recolhidos na nuca, brincos “brilhantes” em forma de aro... A segunda figura que aparece no computador foi a do esperado homem de barba descoberto em 1929, na parte da menina ocular mais próxima do nariz. Um espanhol com uma mão na barba, a outra na espada, com a boca aberta como extasiado pelo que olhava, virado para a tilma de Juan Diego. Em tripla imagem, em relevo, em cores. E no olho direito aparece com maior clareza do que no esquerdo, como já haviam percebido e explicado os oftalmologistas. A terceira figura, de um velho, vestido de franciscano, com lágrimas escorrendo pelo nariz! Dr. José achava conhecer aquele homem. Procurou nos museus, pinturas, livros...Um dia ocorreu-lhe um famoso quadro do pintor Miguel Cabrera, do século XVIII, no qual o bispo Juan de Zumárraga, ajoelhado, admirava a imagem no poncho do índio Juan Diego. Aquela figura no computador assemelhava-se demais com a pintura do velho bispo: seus olhos eram fundos, como também as bochechas, o nariz típico dos bascos, a barba branca, a calva grande e reluzente, com algum cabelo com o corte clássico dos franciscanos. Era o bispo Dom Juan! Um outro índio foi descoberto, com chapéu em forma de cone e com uma tilma amarrada no pescoço. Os lábios pareciam entreabertos! Juan Diego! Atrás dele observa-se uma mulher negra que contemplava tudo. Tratava-se da empregada do Bispo, libertada pelo mesmo quando a recebera como “escrava” do conquistador Hernan Cortés. À direita do bispo, um jovem franciscano... comprovou-se depois que era o intérprete frei Juan González. Todos estavam em ambos os olhos. Diferindo apenas no tamanho, ângulo e luminosidade, o que se encaixava perfeitamente no fenômeno da visão estereoscópica. Os alongamentos de algumas das imagens correspondem à reflexão das mesmas numa superfície convexa como é o olho humano.

            Um último detalhe impressionante: dos dois personagens no extremo mais externo do semicírculo – o espanhol com barba e o índio sentado – os computadores só puderam ampliar os olhos do índio sentado, porque o espanhol estava meio sentado... Pasmem! Nos dois olhos deste índio – que estão nos olhos da Virgem de Guadalupe – TODA A CENA está, em tripla imagem, em outro ângulo, estampada! "

             Pesquisando pela Internet, encontrei um site que mostra algumas imagens do livro de Dr. José, chamado "El Secreto de sus Ojos", que detalha todas estas imagens. Em uma palestra apresentada, várias destas imagens foram exibidas e fotografas. Você, caro leitor, as verá aqui. São impressionantes: